Explicações sobre a transexualidade

Explicações sobre a transexualidade

Explicações sobre a transexualidade

“O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo.”
(Carl Rogers)

Os sociólogos definem os transexuais como pessoas que vivem um forte “desconforto” para com o seu sexo natural. Sentem-se inadequados nesse papel que a natureza e a sociedade lhes atribuiu (homem ou mulher) e consideram-se membros do sexo oposto. Os transexuais querem esconder, libertar-se, mud ar os traços físicos, sexuais ou caracteriais do seu sexo natural e adquirir as características do sexo oposto. Trata-se de uma atribuição errada da identidade sexual. Há, portanto, mulheres que se sentem homens e homens que se sentem mulheres.

 

Explicações biológicas da transexualidade: Alguns pesquisadores procuram demostrar que a transexualidade é determinada pela exposição do embrião humano a uma grande quantidade de hormones do sexo oposto, hormones que determinam a alteração e a formação do cérebro. Assim, a identidade sexual é influenciada pelo tipo de hormonas libertadas no período prenatal. Mas os estudos práticos que foram realizados para esse efeito, não revelaram uma quantidade incomun de hormonas do sexo oposto no corpo dos transexuais adultos. Apenas um pequeno número de indivíduos apresentam esse tipo de anomalias. As transexuais mulheres que querem ser homens apresentam, no entanto, uma desordem endócrina (têm um nível muito alto de testosterona).

 

Explicações psicológicas da transexualidade: Outros estudos, desta vez psicológicos e sociológicos, mostraram que os transexuais homens que querem ser mulheres são influenciados pela maneira em que eles foram criados durante a infância. Quer dizer que os pais não os têm tratado como membros do sexo anatómico. Afigura-se que os factores que influenciam a transexualidade são: alentar o uso de comportamentos ou roupas específicas ao sexo oposto durante a infância, a ultra protecção materna dos rapazes e a falta de carinho para as raparigas, uma relação fria dos rapazes com o pai e das raparigas com a mãe. Além disso, a falta de amigos do mesmo sexo na infância (por exemplo: um rapaz que passa o seu tempo apenas na companhia das raparigas começa a imitar o comportamento delas e, a certa altura, até gosta de fazer isso).

 

Por que é que os transexuais pretendem fazer a cirurgia de mudança de sexo: Parece que a maioria dos transexuais têm horror da ideia de homossexualidade: eles consideram-se claramente membros do sexo oposto. E se um homem considera-se mulher e faz sexo com outro homem, não é possível que seja visto como homossexual! Já que a maioria das pessoas associam o sexo anatómico à identidade sexual, então a cirurgia de mudança de sexo pode lhes oferecer legitimamente a percepção de normalidade específica à sua orientação sexual. Com esse procedimento e tratamentos hormonais que influenciam o aspecto físico, o homem torna-se mulher a todos os níveis (antes ele só era mulher a nível psíquico), e a mulher torna-se legitimamente... homem.

 

A transexualidade - doença mental? Alguns médicos consideram a transexualidade como doença mental, achando que a convicção de pertencer ao sexo oposto é provocada por distúrbios de personalidade. Há, de facto, alguns exemplos assim que revelaram-se esquizofrénicos. Por causa da confusão de identidade, os sujeitos (sobretudo homens) manifestavam distúrbios emocionais a esse respeito.

Mas, estatisticamente, esses casos são muito raros.

A sensação de desconforto, as críticas como também as acusações dos transexuais, só faz com que eles sintam ainda mais frustração (manifestada por agressividade ou comportamentos instigadores). A marginalização e o segredo da própria existência não os deixa levar uma vida psicossocial satisfatória e equilibrada (embora nalgumas sociedades onde a transexualidade é permitida, eles manifestam-se abertamente, têm cargos importantes, são casados e levam uma vida absolutamente normal a todos os níveis).

Os transexuais encontram no campo do erotismo uma das soluções mais confortáveis de integração social, tanto a nível sexual como profissional.