Perguntas que nunca deve fazer para um acompanhante (para mulheres)

Perguntas que nunca deve fazer para um acompanhante (para mulheres)

Perguntas que nunca deve fazer para um acompanhante (para mulheres)

As mulheres têm uma reputação de capacidade de débito verbal extraordinário. Esse rótulo pendura sempre no pescoço delas junto a tantas outras “qualidades” real ou falsamente atribuídas a elas pelos avaliadores generosos sem diploma: os homens.

Às vezes, a fama de faladoras impossíveis coincide com a realidade, e a loquacidade parece de longe uma característica definitória de uma senhora. Se em situações como dar lições importantes, preencher os momentos de silêncio durante uma conversa, militar para a deportação dos machos não confiáveis em campos de reeducação - a qualidade de poder enfrentar um discurso é fundamental, na intimidade o que importa são outros tipos de “qualidades”.

No mundo do erotismo mercantil (portanto o das acompanhantes), a obsessão de falar muito e de forma variada pode ser mesmo prejudicial. Certos tópicos de conversa criam desconforto para os profissionais, sobretudo quando as clientes os tratam como indivíduos que têm de satisfazer tanto as hormonas como a curiosidade delas.

Tudo o que ultrapassa os limites tem o risco de irritar os senhores: uma pergunta inconveniente, uma observação desnecessária ou um incentivo inapropriado. A partir daqui, concluimos que a diplomacia pode salvar relacionamentos e situações. Possivelmente vidas também. Sabe, a diplomacia, essa conduta prudente graças à qual as pessoas não se atacam reciprocamente com razão de sinceridade brutal.

Portanto, uma atitude raciocinada vai poupar-lhe as queixas, as querelas ou ou ficar de mãos a abanar. Entre os pensamentos falados (em voz alta, infelizmente) no diálogo com o amante dos seus sonhos, o que tem um enorme potencial de estragadoras do encontro (e da disposição do outro) são as seguintes:

(Da categoria “perguntas irritantes como cair numa lagoa”).

1.-Achas que podias ficar apaixonado comigo? Eis aqui uma interrogação complexa, uma preocupação que sugere narcisismo e ao mesmo tempo graves complexos de inferioridade, arrogância mas também desespero.

Além do razão de falar tanto por falar, qual outro raciocínio podia justificar essa pergunta transtornante para as almas? Qual seria a melhor resposta para um questionamento-bomba como esse?

“Estava mesmo ansioso para tu me perguntares isso. Já fiquei apaixonado contigo e quero fugir contigo, começar tudo de novo sozinhos e felizes. Diz-me, por favor... que tu também me amas.”

Uma réplica tão entusiasmada deveria levantar muitas perguntas sérias sobre o equilíbrio psico-emocional do indivíduo ou a sua predilecção de fazer ironias súteis. Independentemente da explicação, há algo estranho acontecendo. Portanto, são salte no tecto como se tivesse recebido um choque eléctrico, apressando-se a fazer as bagagens com roupas, pacotes de preservativos e esperanças ingênuas num futuro a dois. O gajo quer está doido, quer está brincando.

2.-Fazes sexo com homens também? Se esta investigação visar o seu interesse de trazer, num encontro futuro, uma segunda personagem masculina então sim, obter a informação justifica-se. Mesmo que, nesse caso, o indivíduo não deve necessariamente amar-se com o recém-chegado, mas apenas dividir você fraternamente. Isso depende também das fantasias que você escolher.

Se o objectivo da resposta for esclarecer alguns mistérios que obcecionam a sua existência, juntamente com o sentido da vida e como ficar jovem até aos 80 anos, então reprima os seus impulsos de investigador vigilante. O sexo dos parceiros do parceiro contratado deve preocupar você da mesma forma quanto o trânsito intestinal dele. Quer dizer, absolutamente nada.

3.-Como é que não conseguiste encontrar uma profissão decente, como o resto do mundo? Uma abordagem inconveniente, como tentadora. Um interlocutor directo e irônico transformatia instantaneamente esse duplo padrão de quem é vítima, num instrumento favorável para ele, continuando com: “E tu, como é que não conseguiste encontrar uma actividade honrável, como passar o tempo na bilbioteca ou na cozinha, como o resto das mulheres tímidas?”

Que você, enquanto pessoa apaixonada pelo sexo a pagamento, invoque a falta de moralidade do sexo a pagamento (e culpabilizar exclusivamente o acompanhante por isso) torna-se um faxcto sinónimo com a hipocrisia. Sem querer ofender.

4.-Tens um relacionamento estável? Da categoria “Conta-me tudo sobre ti: quais as tuas paixões, os teus traumas ou quais os defeitos que tu tens?”, a curiosidade sobre o estatus emocional de um homem-acompanhante, encaixa quando você quer pedir ele em casamento, ou fazer una entrevista de emprego para ele onde, por qualquer motivo obscuro, importa muito o anel de casamento. Em qualquer outra situação, o desejo de entrar no território privato dele, medindo a sua estabilidade relativamente às vaginas que ele penetra, é muito evidente. Muitíssimo.

De facto, o que é que espera descobrir? Se no tempo livre ele é um bom rapaz? Se ele sente-se satisfeito no amor? Se tem esposa, filhos e taxas bancároas ou se, bem pelo contrário, tem uma alma ferida e medo de intimidade emocional?

Surpreendente ou não, é da sua conta!

5.-Quanto ganhas mensalmente? Num ataque de despersonalisação súbita, no qual a mente acaba a enganando que você é de facto a contabilista pessoal do garanhão dentre os lençóis, e que o encontro seja um encontro de negócios e não de amor, pois podia tranquilamente investigar a situação da renda mensal dele, das contas bancárias e das heranças que obteve dos seus parentes falecidos. Mas já que as chances que isso seja verdade perante a realidade são muito pálidas, investigar a situação financeira dele está na categoria dos gestos intrusivos, que não trazem nada de bom.

A sua preocupação deve ser dirigida estricatamente para a qualidade dos orgasmos, não para a qualidade da vida do fornecedor.

* * *

São muitas as restrições e recomendações com “não deve...”? Não se preocupe, no que diz respeito às acções realmente importantes (aquelas para as quais você pagou), a liberdade não tem limites. Porque quando se trata de acompanhantes, são as acções que contam. E a felicidade ulterior.