As acompanhantes e a separação

As acompanhantes e a separação

As acompanhantes e a separação

A separação é uma tarefa árdua. Excepto quando o ex namorado a traiu com a segretária, fazia amor como um babuíno ou ainda pior, ele pensava que ao trazer flores para si, não era mais necessário ele “prestar” no quarto. Neste caso, ainda bem que se foi embora!

Independentemente da extensão da ruptura, as mulheres costumam recorrer, geralmente, aos mesmos mecanismos de consolação: fazem abuso de gelado, bolos, chocolate e qualquer outro produto similar, responsável pela reconciliação delas com o Universo, e/ou elas refugiam-se em casa, assistindo indignadas filmes que destacam abertamente o nível de estupidez dos homens.

Esta receita popular de cura tem grandes lacunas. Funciona por um dia, duas ou três da “desgraça”. Mas a longo prazo, o resultado é exactamente o oposto do efeito esperado, ou seja acaba submergindo ainda mais a vítima no abisso dos pensamentos negros ou da auto-compaixão. Para nem falar do risco dos quilos ganhos por causa do amor pelo frigorífico.

Como é que as senhoras podem se recuperar emocionalmente? Será que funcionam os remédios listados nas páginas das revistas por mulheres, aqueles que sugerem abraçar o optimismo, aprender novas lições importantes de vida, descobrir a beleza escondida das coisas e outros tipos de platitudes (desculpe, conselhos “zen”), cujo objectivo é desviar a atenção da infelicidade? Funcionam, provavelmente, até certo ponto, pois apelam a acção, uma acção diferente da “lobotomização” na frente da TV, com um balde de pipocas, o pacote de toalhetes e uma boneca voodoo (com o rosto do ex-namorado) à mão. “Medidas” necessárias, mas não suficientes.

Além dessas maravilhosas soluções de redefinição mental, há uma solução com hipóteses reais de sucesso. Tão simples, quanto útil: O SEXO.

Mas o sexo como antídoto depois da separação tem de ser administrado com cautela, pois só garante o sucesso nalgumas condições. O amor com um colega de trabalho, com o chefe, com o canalizador ou com o desconhecido “apanhado” na esquina da rua, pode complicar ainda mais a sua existência. Com o ex, nem vale a pena falar...

Vamos tratar com calma, cada coisa de uma vez. Se depois da grande festa no trabalho, divertir-se com o chefe ou qualquer colega parece ser a ideia mais genial desde a invenção do vibrador até os nossos dias, não se deixe enganar pelas aparências. Se o ex mostra-se no Facebook ou no Instagram ao lado de uma loira voluptuosa e cheia de silicone, e daí? Pois, a vingança é doce, mas não será ele quem terá de se cruzar com o amante o dia seguinte, de manhã no elevador, na reunião ou durante a pausa para café. Mas sim você.

O canalizador de olhos azuis parece oferecer algumas garantias de passar o teste de uma noite tempestuosa. As nádegas e os peitorais são o testemunho disso. Além do mais, ele não vincula qualquer outra obrigação. Pois ele não é o único a conhecer os mistérios da pia do banheiro. Teoricamente, seria óptimo por uma ronda. Praticamente... Pense mais uma vez! Acha que vai ser igualmente emocionante quando receber ameaças de morte da “senhora esposa (dele)”?

Com o desconhecido charmoso, apanhado nos bares, cafés ou restaurantes, os riscos são previsíveis. O indivíduo pode ser, não necessariamente nessa ordem: um assassino em série, caçador de relações sérias ou algum namorado (aparentemente) ideal que que não vai deixar ir embora, entrando na mesma miragem dos sentimentos irresistíveis. Embora, você não tenha querido mais do que sexo. Uma relação carnal, despojada de inibições.

Tantas complicações quando de facto as coisas são muito simples e podem ser resolvidas com um telefonema. Por que acha que existem os acompanhantes? Pois é, exactamente por preencher as lacunas existenciais. E não há metáfora alguma nessa afirmação. A atitude do tipo “Epá, mas quem contrata acompanhantes só são as gajas não atraentes, as ninfomaníacas e as pobres esposas de indivídos que têm a mesma idade dos seus avôs”, já não é válida. Os terapeutas dos casais também prescreberiam, hoje em dia, visitas regulares para os “senhores de companhia” se não temessem a reputação da sua profissão (apoiada de forma tão subjectiva pelos valores da sociedade).

A aventura remunerada tem um maior número de vantagens do que qualquer outra aventura puramente erótica, porque:

1.-Garante a máxima satisfação - o acto físico com um gajo qualquer é passível de insucesso. O acto físico com um homem cuja profissão consiste em satisfazer (provavelmente) diariamente as senhoras, tem todas as possibilidades de ser um sucesso. Da mesma forma como as cavidades se resolvem no dentista, os nervos no psicólogo, os conflitos no mediador, o apetite sexual resolve-se com a ajuda das pessoas que têm a preparação justa para lidar bem com isso. Os especialistas (independentemente da especialização) não se encontram nas esquinas das ruas, sorrindo para todos aqueles que precisam dos seus serviços, mas sim eles cobram uma taxa pela ajuda que oferecem. O mesmo acontece com os acompanhantes. Eles vivem para a felicidade das suas clientes. Fazem grandes esforços para ser ao nível das expectativas. O que não podemos dizer sobre qualquer anónimo convidado no quarto para ele mostrar o que sabe fazer.

2.-Os sentimentos faltam da “equação” - nem todo o mundo acredita na prática do amor sem amor, embora a “história” seja plausível. Para aqueles que acreditam (ou querem descobrir), os profissionais representam a melhor solução para obter a satisfação carnal. Totalmente conscientes de que são desejados graças ao seu corpo (e à sua disponibilidade), e não da alma, da inteligência ou da sua profundidade, eles jogam perfeitamente o seu papel. Não pretendem ser colocados num pedestal e venerados fervorosamente, não querem amor, sinceridade, admiração ou compromisso eterno. Nem oferecem isso. O seu território de acção limita-se à parte física, o que elimina logo as confusões.

3.-Determina expectativas similares - além do fraco desempenho de pelo menos um dos protaginostas dos casais em geral, muitos casos passageiros desenvolvem-se ou terminam mal também por causa das expectativas diferentes que os dois têm. Um deles quer que o outro ligue o dia seguinte, o outro não liga... um deles sonha com sexo mais duro, o outro recusa ser atado à cama e “acariciado” com uma espátula... um deles detesta os preliminares, o outro precisa de um aquecimento substancial (e além disso, um jantar romântico, rosas e cinema). Num quadro predefinido, as diferenças desaparecem. Cada um sabe o que, quanto e como vai acontecer tudo. O risco das decepções, dos ataques de pânico e as conclusões neuróticas de que os homens não valem nada, dimunui consideravelmente.

4.-Oferece liberdade total - a maioria dos amantes pagos não têm reservas, estão dispostos a experimentar tudo. Alguns deles são especializados nalgumas práticas mais ou menos convencionais, outros aprofundam a zona clássica. Para cada mulher e os seus caprichos há pelo menos um macho adequado, treinado para transformar em realidade os fetiches ou as preferências eróticas “normais”. É a cliente quem decide os limites. Se estes forem empurrados para os extremos, até é indicado envolver um profissional. Quem é que se daria ao luxo de começar um raporto do tipo BDSM, por exemplo, com um gajo qualquer?

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As vantagens da “amizade” com os machos pagos não param por aí. Você pode descobrir mais em primeira pessoa. Dê uma chance para eles!