Regras para escoltas de BDSM

Regras para escoltas de BDSM

Regras para escoltas de BDSM

“Quando tudo falhar, leia as instruções.”
(Cahn)

O BDSM é algo que mais cedo o mais tarde todo o mundo experimenta... pelo menos com a “ponta do dedo”.

Embora classificadas como perversões sexuais, as praticas BDSM não se inscrevem completamente nesta categoria. Isso porque se trata de acções consensuais, resultado de desejos livremente expressos, entre parceiros com mais de 18 anos e com pleno discernimento. Além disso, esse tipo de manifestações são mais uma válvula de descarga dos sentimentos internos não expressos, que às vezes fazem com que na nossa mente apareçam várias fantasias excêntricas. Os caminhos dos neurónios são misteriosos, não são?

Essencialmente, tal como definido pela denominação BDSM (como acrónimo), há quatro “técnicas” distintas, mas que no entanto podem se misturar entre si:

1).-Bondage. O Bondage representa uma prática de imobilização do parceiro ou da parceira, de modo a restringir, total ou parcialmente, a sua possibilidade de movimento. Convém sublinhar que os métodos de imobilizaçáo não devem causar ferimentos. Para experimentar esse tipo de fantasia em condições de segurança, é necessário que você tenha boas noções de anatomia e muita prática, portanto... seria aconselhável começar com coisas mais fáceis. Por exemplo com actividades de imobilização ou obturação da visão com cordas em couro ou tecido nos olhos.

2).-Dominação. Esta técnica implica exercer nos clientes algumas acções concebidas para infligir sofrimento (físico e mental também). Esta prática é ainda uma terapia para as pessoas que têm posições importantes (sobretudo de controle) e estão habituados a encomendar sem se preocupar muito com as consequências “afectivas” das suas decisões. Estas pessoas precisam às vezes desse tipo de experiências para aliviar e equilibrar o funcionamento do cérebro.

3).-Sadismo. A focalização parafílica do sadismo sexual implica actos (reais e não simulados) com os quais o indivíduo alcança a excitação sexual através do sofrimento psicológico ou físico (incluindo a humilhação) dos seus parceiros. Alguns indivíduos manifestam tais fantasias durante a actividade sexual, mas devido a um comportamento reservado, acabam por não ser levadas a bom porto. Nesses casos, o sadismo implica a ideia de ter controle total sobre os submisso, que está aterrorizado pela anticipação do acto sádico iminente, mas que... não se manifesta. Outros passam à aplicação prática dos implusos sexuais sádicos, com um parceiro que consente o sofrimento (masoquista sexual), a dor ou a humilhação. É possível que as fantasias nasçam na infância. O sadismo sexual é geralmente crónico. É possível que algumas pessoas tenham actos sádicos durante muitos anos, sem sentirem porém a necessidade de um aumento de intensidade, devido a um auto-controle eficiente e rigoroso. Mas geralmente, a agressividade e a violência dos actos sádicos aumenta com o passar do tempo. Se for praticado com pessoas que não consentem, o acto em si é considerado um crime.

4).-Masoquismo. Procurar a dor física ou em sentido mais geral, o sofrimento e degradação (sobretudo moral), que pode ser consciente (mas também inconsciente), em especial no caso do masoquismo psíquico. A síndrome representa uma das formas que provoca a libido. Basicamente, esta representa o contrário do sadismo (actividade transformada em passividade) e uma sua reorientação para a própria pessoa. Freud mostra que originalmente o sadismo visa mais a humilhação e a dominação do outro, e com a inversão, a sensação de dor pode gerar excitação sexual. O masoquismo moral é específico aos sujeitos que não querem nem esperam que o parceiro lhes provoque sofrimento, mas conseguem obtê-lo unilateralmente através de várias circumstâncias de vida (mais ou menos provocadas), mostrando uma espécie de “necessidade inconsciente de punição”. Essa forma de manifestação pode aparecer completamente dessexualizada.

 

Origém e definição do sadomasoquismo. O neurólogo e psicólogo Richard von Krafft-Ebing emprestou o nome dos escritores famosos fracês e autríaco que viveram nos séculos XVIII-XIX, Sade e Sacher Masoch, para dar um nome à perversão sexual que chamou “sadomasoquismo”. Nesta combinação de práticas, o prazer sexual é alcançado através da indução e também da aceitação da dor física ou humilhação. De acordo com Freud, esta é a forma de perversão mais frequente e mais importante. Praticar o sadomasoquismo é considerado um desvio patológico quando este representa a única maneira de uma pessoa sentir excitação sexual.

 

Uma perversão ou um jogo? O sadomasoquismo pode ser apenas uma fantasia que se usa para trazer mais sabor aos prazeres sexuais normais. Mas pode também evoluir para uma perversão real, resultando em consequências dramáticas nas vítimas.

A perversão. Trata-se de perversão, ou seja um substituto patológico do acto sexual normal, quando representa a única maneira de uma pessoa exteriorizar os seus desejos íntimos extremamente profundos e persistentes. Geralmente, o sadomasoquismo não é considerado um acto condenável se ocorrer entre dois adultos que consentem praticá-lo. Claro, em termos legais, são estritamente proibidos quaisquer actos de tortura ou barbárie (real). Caso o sadomasoquismo for praticado contra a vontade de uma pessoa ou se esta sentir consequências físicas e psíquicas adversas, a prática pode também ser considerada um acto ilegal, proibido pelas leis da maioria dos países.

O jogo. Os estudos recentemente realizados a nível mundial, mostram claramente que muitas pessoas gostam de experimentar jogos eróticos de dominação ou submissão. Essas podem ser definidas como práticas entre os parceiros adultos entre os quais há respeito, e fora da intimidade são absolutamente iguais. Neste contexto, o BDSM implica o consentimento dos parceiros, que se limitam a experimentar alguns limites de algumas fantasias mais incomuns.

Se houver essas condições, o jogo é praticado para aumentar a intensidade dos sentimentos e das sensações recíprocas. Muitas vezes trata-se de uma forma de exteriorizar facilmente um desejo sexual mais excêntrico. Se estiver sob controle e se forem garantidas a liberdade e integridade de cada um dos parceiros, o sadomasoquismo pode facilitar a aliviar as tensões e os medos sexuais.

 

As bases de uma relação sadomasoquista. As relações desse tipo nunca são completamente iguais, mas baseiam-se numa série de regras que devem ser sempre respeitadas. Os seguintes princípios destinam-se a permitir que os parceiros levem as suas fantasias nos limites da segurança, normalidade e do livre arbítrio:

-Seja PACIENTE. Antes de criar um cenário de dominação, deve entender que não tem algum direito “especial” sobre os seus clientes. Eles não são obrigados a obedecer você mais do que estão dispostos a fazer. Precisa dar tempo a eles para conhecer você, para certificar-se que você merece a sua confiança. A delicadeza e sutileza são elementos importantes na arte da dominação.

-Sejam ABERTOS. Mesmo que o dominador é considerado a pessoa que instrui, nunca se esqueça que você também aprende dos outros, qual que seja o seu nível de experiência. Aceite também as opinões ou pontos de vista de outras pessoas que podem ter uma perspectiva totalmente diferente. Esteja ciente de que esta é a única maneira de alcançar a perfeição.

-COMUNIQUEM. Você tem a responsabilidade de descobrir as informações essenciais sobre as pessoas que serão seus clientes. Os limites, o que gostam, o que não gostam, os desejos que eles têm, a sua história médica etc.! Por sua vez, não permaneça envolvida em secretismo. Quanto mais os clientes souberem sobre a acompanhante, mais confiança terão nos serviços que esperam receber. Estabeleça claramente as regras do jogo. Os limites dele. É melhor repetir duas vezes os mesmos detalhes do que negligenciar algum detalhe importante. Você não é um adivinho e o parceiro também não tem capacidade de ler a sua mente. Uma comunicação clara e detalhada é um dos elementos mais importantes de uma experiência desse tipo.

-Seja HONESTO OU HONESTA. Se ainda não experimentou determinado segmento desse domínio, quando o parceiro querer provar alguma coisa, não finja ser o melhor ou a melhor nesta profissão. Sejam honestos e aceitem apenas as acções cujo desenvolvimento sabe com certeza que pode controlar. A segurança deve ser a sua principal prioridade.

-Seja COMPREENSIVO OU COMPREENSIVA. Um jogo deve ser uma síntese criativa das suas necessidades e fantasias combinadas com as necessidades e os prazeres dos parceiros. Embora aparentemente os clientes estejam “submissos”, na realidade cada um de você está servindo o outro. Comporte-se de modo que você ganhe total confiança e nunca traia esta confiança. Use correctamente a fidúcia que lhe foi dada. Sempre!

-Seja REALISTA. Pare sempre quando o cliente lho pedir. Nunca faça isso quando ele já está arrependido por ter chegado longe demais. Não se esqueça que o poder, o controle e a sensibilidade são os elementos mais importantes nesta profissão, não a intensidade da estimulação. Distinga corretamente entre fantasia e realidade. Nem tudo é exequível e nem sempre é conveniente querer cumprir tudo.

-Seja realmente DOMINADOR OU DOMINADORA. Geralmente, os “submissos” procuram alguém que domine o corpo e o espírito deles, não apenas uma pessoa que se manifeste duramente. Com certeza que querem um DOMINADOR ou uma DOMINADORA, não um bruto. Eles oferecem-se a si em boa fé, e por isso você deve assumir toda a responsabilidade diante deles. Sejam constantes e fiquem dentro do espaço que definiram. Estabeleçam pontos de referência e respeitem-nos.

-Mantenha o CONTROLE. Se forem cansados, estressados ou fora de forma, não aceitem marcar encontros. Se for furioso ou num estado emocional incomum... mantenha a calma! E claro, nada álcool ou drogas antes dos cenários. Para ter controle sobre alguém, antes de tudo deve ser perfeitamente consciente e ter COMPLETO autocontrole.

-FAÇA TUDO COM PRAZER! Antes de tudo, você foi contratado para fazer com que os clientes se sintam bem. Pois afinal é isso o que significa o BDSM. Um prazer erótico imenso, alcançado por outros métodos... criativos e responsáveis.

 

A confiança. A nível psicológico, somos tentados a oferecer ao parceiro aquilo que nós gostamos, pensando que aquilo que é bom para nós, deve com certeza ser bom para os outros também, mas... isso está ERRADO.

1.-Os clientes precisam antes de tudo de SEGURANÇA. Se fizê-los sentir em segurança, vai convencê-los que nada de ruim pode acontecer e então vai conseguir a por em prática muitas das fantasias que quer apresentar.

2.-Não assuste os clientes, não os trate com gestos bruscos e tenha PACIÊNCIA. Comece com coisas pequenas, insignificantes, que não são uma ameaça para eles, coisas para as quais você sente que eles têm uma vaga curiosidade.

3.-Mostre-lhes que podem expressar LIVREMENTE as suas opiniões, pensamentos, fantasias... sem que estes sejam criticados ou reprovados. Apoie eles em qualquer acção de fantasia...

As actividades sadomasoquistas deveriam permitir aos parceiros de construir e manter uma forte relação com base no conhecimento recíproco e a aceitação dos limites do outro. Um cliente que experimenta os jogos sadomasoquistas, torna-se geralmente muito íntimo, gostando de se confessar, de compartilhar os seus sentimentos. Um diálogo honesto entre o dominador e o submisso é indispensável para uma colaboração bem sucedida. O cliente deve expressar os seus sentimentos antes e depois das actividades sadomasoquistas, e é imperativo que você seja um bom ouvinte.

Esta total harmonia confere uma determinada delicadeza à atmosfera. Já que é necessário um conhecimento recíproco, muitas vezes é difícil experimentar jogos sadomasoquistas com pessoas completamente desconhecidas, que acabou de conhecer. Por isso, é muito bem-vinda uma “exploração” mínima durante algumas sessões “soft”.

 

Negociar e respeitar os limites. O dominador deve conhecer tudo aquilo que significa a experiência sexual, as fantasias, os limites e os tabus do sumbisso. Deve sempre haver uma conversa preliminar e uma negociação real em relação às necessidades dos clientes e sobre aquilo que eles querem evitar. Os limites variam de um cliente para outro e podem evoluir ao longo da relação, se ele permanecer fiel à acompanhante.

Nunca provoque humilhações ou ferimentos reais para a pessoa submissa. Isso não significa necessariamente que as pancadas e as “punições” estão excluídas dos jogos sadomasoquistas. Nos jogos de dominação e submissão, uma determinada quantidade de dor pode levar à experimentação de novos prazeres, cuja finalidade não é a própria finalidade.

 

O uso de uma palavra-chave. Uma característica dos jogos sadomasoquistas é o facto deles aumentarem os seus limites sempre mais. Se você gostar dessas práticas, vai querer experimentar sempre novos horizontes, vai aceitar sempre sensações mais fortes, vai querer fazer e sentir coisas que nunca antes experimentou.

Mas pode acontecer que o submisso não se sinta muito confortável durante um determinado “episódio” erótico e será muito útil para ele ter a possibilidade de parar a “acção”, usando uma simples palavra previamente estabelecida. A ideia de palavra-chave (uma palavra) destina-se a informar você logo que alguma coisa não agradar ao cliente e ele querer sair desta situação IMEDIATAMENTE. Você deve informar os seus parceiros que é absolutamente inútil gritarem ou pedirem clemência, pois estas manifestações são geralmente consideradas estimulações eróticas ou parte de um cenário verbal programado da cena.

Não use palavras do tipo “Pára!”, “Não aguento mais!”... pois é possível que estas sejam mal interpretadas ou confundidas com a linguagem específica da atmosfera. Escolha palavras especiais, que não têm nada a ver com o contexto, como por exemplo “Atenas”, “Zero” ou “Pólo Norte”. Se o submisso tiver a boca amarrada, estabeleça também alguns gestos que podia fazer nessas situações. Quando ele expressar a palavra-chave ou o gesto (sinal), TUDO deve parar IMEDIATAMENTE.

Sempre como medida de precaução:

-o bondage nunca deve ser combinado com o álcool ou drogas (reduz a capacidade do organismo de sentir a dor e as pancadas recebidas nessas condições, podem levar involuntariamente a graves lesões);

-não deve deixar o submisso passar mais de uma hora atado (há o risco de que as ligaduras dificultem a circulação sanguínea);

-não deve deixar os clientes em posições que lhes possam dificultar a respiração;

-as ligaduras devem ser realizadas de modo que possam ser facilmente soltas.

 

Dono e escravo... o papel de cada um. Nos jogos sadomasoquistas, um dos parceiros desempenha o papel de dominador e o outro de submisso, mas ambos os participantes nesse cenário são interdependentes entre si para satisfazer as necessidades individuais. Tanto o dominador como o submisso são iguais. Não se esqueça! Entre dominador e “Dono” há apenas uma diferença imaginária.

 

O papel de dominador/dominadora ou de “Dono”/“Dona”. O papel de dominador, ou “Dono” é de ter controle sobre as acções, os sentimentos e os desejos do submisso ou escravo. Os “Donos” sem experiência consideram que dominar significa apenas comandar os escravos. Mas os seus atributos são de facto muito mais complexos. O “Dono”, quer que seja homem ou mulher, devia encontrar uma maneira de fazer com que o escravo deseje agradá-lo e satisfazê-lo. O papel do dominador não é de provocar dor ou humilhação, mas de fornecer orientações para o submisso e suscitar-lhe ideais, ensinar para ele a gozar do jogo e a viver os momentos de prazer. O dominador pode inventar cenas segundo o seu agrado, mas deve também ter em conta as aspirações ou prazeres do submisso.

 

O papel do escravo ou submisso. O escravo merece ser tratado com respeito e dignidade. Ele ou ela deve expressar livremente as suas opiniões e interagir totalmente com o “Dono”. Os submisso aprende como fazer para agradar o dominador ou aprender que se tiver um bom comportamento será recompensado, enquando um comportamento ruim vai trazer punições. Mas o escravo encontra frequentemente várias maneiras de manipular o seu “Dono” como ele quiser. De facto, nenhum deles pode existir sem o outro, e quando esta relação cai em pedaços, o jogo termina.

 

As práticas usadas pelos sadomasoquistas. As práticas sadomasoquistas podem ser organizadas em várias maneiras. Elas podem implicar relações sexuais ou as relações sexuais podem ser completamente ausentes. As técnicas são variadas. A partir do bondage leve ou mais forte, até as pancadas mais delicadas ou humilhação... A dominação também pode variar entre nível físico ou psíquico. Portanto, há sadomasoquismo leve e sadomasoquismo duro. Algumas pessoas vão aos extremos, incluindo o uso de fezes, causando queimaduras, cicatrizes ou batendo impiedosamente nos órgãos sexuais.

Nos jogos sadomasoquistas, a dor é frequentemente considerada uma sensação muito interessante para explorar. Quando uma pessoa é sexualmente excitada, a sua tolerância dos sofrimentos físicos ou psíquicos é maior, e o sofrimenro pode tornar-se em prazer. Mas não é obrigatório que haja dor. Esta é apenas um acessório que pode ou não ser usado. É realmente um símbolo da dominação, mas a submissão sem “tortura” pode criar uma sensação ainda mais interessante de euforia.

 

O contexto. Muitas vezes os jogos sadomasoquistas são praticados com um cerimonial, que segue um cenário previamente estabelecido e implica o uso de vários acessórios: roupas em couro, vinil ou látex, peles, botas, ligações, correntes, chicotes, coleiras, trelas, algemas, cordas, etc. No cenário há solicitações ou ordens, e se as regras são violadas, o parceiro submisso é penido através de vários meios (pancadas, chicotadas, picadas, queimaduras, etc.).

 

Várias sensações. Podem resultar reacções fortes se forem usados objectos que implicam percepções mais intensas de frio, calor ou beliscadelas. Portanto, a cera, o gelo ou os grampos podem ser usados para obter estas sensações. Os grampos são às vezes aplicados nos órgáos genutais ou nos mamilos dos submissos. Muitas vezes a sensação de dor só aparece depois de interromper o contacto com o grampo e pode parar piscando levemente com os dedos nas zonas afectadas. Se usar os grampos pela primeira vez, deixe para o cliente a possibilidade de experimentá-los sozinho, para se habituar com isso e reduzir o medo. Além disso, preste atenção às superfícies sensíveis do corpo, especialmente se urar gelo ou cera quente.

 

Ligaturas. Nos jogos sadomasoquistas o parceiro submisso é segurado com cordas, correias, algemas ou é possível que lhe sejam vendados apenas os olhos, afim de restringir a sua possibilidade de movimento ou aumentar o nível de surpresa das acções que receberá. Ter os olhos vendados pode criar também a sensação de mistério. Dado que não pode ver, não sabe aquilo que acontece, mas tem a sensação que também não pode ser visto. Ao atar as mãos dos clientes, eles sentem-se prisioneiros, mas ao mesmo tempo relaxam-se, e às vezes esta sensação é útil para a tranquidade criando um estado hipnótico agradável. Não se esqueça! Enquando “Dono”, você é responsável pela segurança do seu escravo!!!

 

A disciplina corporal. O chicote, os cintos, o flagelo e os bastões são instrumentos de punição que têm grande força erótica. A flagelação é uma prática sexual antiga e encontra-se em vários escritos eróticos, incluindo o Kamasutra. A dor desperta os sentidos e chama a atenção numa parte específica do corpo. As pancadas são feitas com as mãos. O som e o ritmo também participam ao prazer das pessoas para quem as punições corporais são indispensáveis no desenvolvimento dos preliminares do acto sexual ou mesmo para a sua subtituição. Umas séries de palmadas podem satisfazer uma grande variedade de tendências escondidas e reprimidas no mistério dos nossos sentimentos íntimos.

 

A verbalização/Comunicação. Na maioria dos casos, as palavras fortes sob a forma de ordens abusivas ou obscenidades, são parte integrante dos jogos sadomasoquistas. Nas se esqueçam que é apenas um jogo! O seu objectivo não é de reproduzir as torturas da inquisição. O efeito psicológico das palavras usadas deve ser mantido sob controle. Os gestos contrários (como as carícias por exemplo), podem diminuir a intensidade da fala e podem ajudar a evitar um eventual “dano” psicológico. Estes preservam inclusivamente o desejo e a percepção do prazer sexual.

 

Seguro, saudável e concordado. Este deveria ser o moto da comunidade BDSM. Vista de fora (por um eventual espectador não iniciado) uma experiência erótica específica para este domínio poderia parecer intimidante, aterrorizante ou incompreensível... mas apesar disso deve saber que as pessoas implicadas nesse tipo de práticas sabem exactamente, nos mínimos particulares, o que querem, estabelecem antes conjuntamente como querem modelar os cenários que estão prestes a jogar, e a comunicação, o respeito e o livre consentimento são as únicas coordenadas à base dos seus relacionamentos (acidentais ou efêmeros que sejam).